CAPÍTULO 9
Wajah depan kematian - FRENTE À FACE DA MORTE
-O
que faz aqui? Quem é você?
Sara,
ainda em choque por ter encontrado o corpo de sua mãe dentro de um tubo,
virou-se e olhou para o homem que a chamava:
-Pa...pai?
Não pode ser!
Ela
puxou sua arma e apontou para ele:
-Quem
é você... de verdade?
O
homem, assustado por ter uma arma apontada para ele, levantou as mãos:
-
Acalme-se. Eu sou o dono dessa empresa, o Sr. Connes.
Sara
demonstrou irritação:
-Não
pode ser. O Sr Connes era meu pai, e eu o vi morrer há dez anos.
O
homem olhou para ela:
-Não
acredito! Sara! É você mesmo?
Tentou
se aproximar:
-Não
dê nem mais um passo.
Ele
parou novamente:
-Filha,
estou te procurando todos esses anos. Por onde você esteve?
Sara
ficou ainda mais irritada:
-Me
procurando? Há dez anos te vi morrer. Há dez anos vi minha mãe morrer. Há dez
anos estou sozinha neste mundo. E você diz que estava me procurando?
Diante
da revolta e da seriedade de Sara, ele começou a falar:
-As
coisas fugiram do controle naquele dia. Não era para vocês terem saído da
festa. O homem confundiu sua mãe e a perseguiu.
-E
a matou, diante de mim.
Ele
suspirou:
-Uma
perda lastimável.
-Uma
perda lastimável? É assim que você vê a morte da minha mãe? E por que o corpo
dela está aqui?
-Ah,
filha, quando a encontramos, minha melhor equipe a trouxe para cá no intuito de
revivê-la. Mas até agora só o que conseguimos foi manter o corpo dela neste
estado. Durante os últimos dez anos temos tentado de tudo mas não tivemos
sucesso.
Sara
notou que ele deu uma leve olhada para algo que parecia estar atrás dela.
Sentiu uma presença aproximando-se. Virou e disparou contra dois homens
vestidos de branco que estavam prontos para segurá-la. Foram dois tiros
certeiros. Voltou-se novamente para seu pai, que a olhava extremamente
assustado:
-Agora
eu quero a verdade.
O
poderoso sr. Connes estava acuado. Sua própria filha o ameaçava com uma arma.
Sara
perdeu a paciência. Puxou um dos tubos que estava ao seu lado com uma
agressividade tamanha que arrancou-o. O tubo foi lançado sobre seu pai, que não
teve como defender-se e caiu, devido ao impacto.
Ela
aproximou-se, chutou o tubo, fazendo com que o líquido escorresse pelo chão.
Dentro do tubo ficou apenas uma orelha. Depois, colocou o pé no pescoço de seu
pai:
-Quem
você acha que me tornei? Acha que sou ainda aquela menininha boba que você
criou e tentou matar?
Ela
saiu de cima dele:
-Fique
de pé, você vem comigo.
-Sara,
eu..
Ela
chutou o rosto do homem, apontando a arma para ele:
-Ande
logo, seu desgraçado! Sofri nos últimos dez anos por sua causa e você tenta me
enganar! Ande logo!
Um
pouco zonzo, o Sr. Connes ficou de pé. Não queria argumentar com uma pessoa
armada.
Ele
caminhou na direção contrária da porta, com a arma de Sara em sua cabeça.
Passaram por uma porta escondida e encontraram várias escadas.
Os
dois desceram e depois de vários lances de escada, chegaram na rua. Sara
sinalizou para um taxi e os dois entraram no carro.
Joseph
sentia-se cansado e zonzo. Perdera muito sangue e fizera muito esforço contra
os homens. Seu braço doía devido ao ferimento da bala. Mas não podia parar.
Enviara Sara para conhecer a verdade sobre seu passado, mas estava sozinha. E
era perigoso deixá-la sozinha.
Joseph
caminhou pelo corredor, vagarosamente. Tivera a impressão de ter ouvido dois
tiros.
Ele
entrou na sala e ficou tão chocado quanto Sara. Aqueles tubos cheios de órgãos
humanos era atemorizante. Por pouco tempo, caminhou pela sala. Viu os dois
corpos caídos.
Ele
pegou seu celular e fotografou tudo aquilo. Depois, caminhou até o tubo central
e viu o corpo da mãe de Sara.
"Isso
é pior do que eu imaginava. Não sabia que eles eram capazes de tanta
atrocidade."
Após
fotografar toda a sala, ele seguiu pelo mesmo caminho que Sara e seu pai, e
saiu na rua.
"Droga.
Ela saiu com ele. Temo o que pode acontecer'".
Resolveu
ir para casa. Precisava cuidar do ferimento do seu braço.
O
Comandante Barros estava na sua sala
preocupado. Há dois dias não tinha notícias de Joseph. Sabia apenas que ele
investigaria algo na empresa.
Ele
olhava a hora a cada minuto, esperando alguma notícia, sem sucesso. Tentara
ligar novamente para ele e novamente a ligação caíra na caixa postal.
"Droga!
Onde ele estará?"
Dispensara
as duas secretárias, que estavam ainda abaladas pela morte do Cabo Silva.
Apesar de ser uma sala pequena, sentia-se solitário naquele momento. Acessara
os arquivos sobre Sara em seu computador e descobrira uma pasta nova, com
diversas informações.
"Joseph!
Sempre com surpresas!".
Mas
antes que pudera acessar qualquer arquivo, entrou em sua sala uma das pessoas
que evitara de ver nos últimos dias: a mãe do Cabo Silva.
Por
mais de uma hora e meia escutara o desabafo daquela senhora de mais de sessenta
anos, desesperada pela perda do filho. Tentou ser o mais evasivo possível, pois
não iria dizer para aquela senhora sôfrega que seu filho, brutalmente
assassinado, era um traidor.
Quando
ela finalmente foi embora, apareceu uma das irmãs adotivas para falar sobre ter
encontrado o corpo de Junior, assassinado com uma facada no pescoço. Joseph já
havia alertado Barros sobre esse caso.
Por
fim, a viúva do padeiro, que explodira dentro da padaria, pedia Barros para que
ele investigasse a causa da explosão.
Quando
finalmente viu-se sozinho, voltou para o computador e finalmente acessou os
arquivos. Foi quando descobriu quem realmente era Sara.
"Então
era isso! Joseph tentou nos proteger disso esse tempo todo!"
Assustado,
levantou-se para ir embora. Olhou a hora, era tarde e dificilmente encontraria
Sara. Fora para sua casa.
Joseph
entrou no quarto da pensão e quase desmaiou no sofá. Perdera muito sangue.
Respirou por alguns minutos e, quando sentiu que estava um pouco melhor,
levantou-se, seguiu até o armário do quarto e pegou dois vidros. Um continha um
líquido azul. Esse, ele bebeu em um só gole. O outro, com um líquido vermelho,
levou para o banheiro.
Ele
retirou a amarra que fizera no braço e entrou debaixo d'água. Deixou a água
gelada correr sobre a ferida. Ardia bastante, mas não esboçou nenhuma reação.
Desligou a água, secou-se bem e a ferida insistia em vazar sangue. Pegou o
líquido vermelho e aplicou-o dos dois lados da ferida. Naquele momento, não
aguentara. Soltara um grito de dor. O líquido borbulhava na ferida, como que
queimando a mesma. Em minutos o sangue parara de escorrer.
Exausto,
ele pegou uma atadura e enrolou no braço. Vestiu uma roupa qualquer, foi para a
cozinha e alimentou-se com tudo que encontrara. Depois, foi para a cama e
deitou. Precisava descansar para enfrentar o que viria no dia seguinte.
"Sara...
Onde você está?"
Próximo Capítulo
O passado finalmente
revelado. Os segredos da noite sangrenta em Sordes. Os motivos de Sara trazer
Joseph de volta para a cidade. O encontro final entre os dois.
Em Breve: Capítulo 10 - Menerima nasib kami karena kami semua
bersalah - Aceitemos nosso destino como culpados que somos
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