CAPÍTULO 2
Hidup dengan tangan kotor untuk
memanipulasi - VIDA QUE MANIPULAMOS COM MÃOS IMPURAS
Joseph
e Rocha chegaram à central de polícia de Sordes. Ali, o comandante Barros o
aguardava:
-Senhores,
por favor, entrem.
Os
dois entraram numa sala onde havia dois computadores com duas mulheres
trabalhando intensamente, um policial monitorando o trabalho, uma mesa com um
notebook e duas cadeiras e, no fundo, uma porta para o banheiro. Essa era a
central que procurava encontrar o assassino misterioso.
-Senhor
Joseph, essas são nossas instalações. Eu estarei aqui auxiliando na busca por
esse assassino. Estas são Meg e Ana, as
secretárias, e este é o Cabo Silva, que ajuda na operação. O que os senhores
desejam neste momento?
Joseph
olhou para Rocha, que estava exausto da longa noite pilotando e depois
dirigindo:
-Precisamos
ir para a pensão e dormir um pouco. Mais tarde retorno.
Os
dois foram levados para uma pensão pequena, porém confortável, que servia
comida caseira e oferecia pequenos serviços de quarto. Eles colocaram as malas
dentro do quarto, arrumaram tudo e Rocha deitou. Joseph fez um sinal para o amigo:
-Descanse,
Rocha. Teremos muito trabalho.
-E
você, Joseph?
-Vou
dar uma volta e retorno em breve.
Joseph
saiu da pensão para estabelecer uma rotina que seguiria todos os dias que
estivesse na cidade: passou em uma padaria, pediu um café, bebeu, pagou e
trocou algumas palavras com a atendente. Depois, seguiu até uma banca, comprou
o único jornal local, andou 50 metros e sentou em um banco na mesma praça que
vira Sara. Ali, leu todas as notícias, levantou, deu uma volta no quarteirão e
retornou à pensão. Tinha feito um reconhecimento da cidade que, segundo ele,
não mudara muito em dez anos.
Sara
estava animada naquela manhã. Conseguira atrair a atenção de Joseph e trrazê-lo
para a cidade mais rápido do que imaginava. Isso provava sua teoria sobre os
assassinos. Sentia-se livre, pronta para realizar seus planos.
Ela
passou na única padaria perto da praça da cidade, pediu um café e um pão. Pagou
a conta e seguiu para a empresa Mr Bonnes, pois teria um dia intenso de
trabalho.
Ao
virar a esquina, seu celular tocou. Ela pegou e fez uma cara não muito boa. Era
Eduardo, o homem que a abrigara dez anos atrás quando tivera a vida salva por
Joseph. Atendeu com pouca vontade:
-Oi.
-Bom
dia, filha. Tudo bem com você?
Sara
odiava ser chamada de "filha",
pois conhecia seu verdadeiro pai, mas Eduardo sempre chamava-a dessa
forma. Ela já estava um tanto quanto enfurecida. Ele já tirara o sorriso que
estava estampado em seu rosto:
-O
que você quer, Dudu?
Todas
as crianças adotadas por Eduardo chamavam-no de Dudu, um apelido carinhoso, mas
desprezível aos olhos de Sara. Ela chamava-o assim como se isso fosse colocá-lo
abaixo dela.
-Minha
filha, estou com saudades de você. Tem três dias que não nos falamos e você não
vem me visitar há mais de um mês. Por favor, venha no meu almoço hoje.
Sara
havia esquecido que aquele dia era o aniversário dele. Ela odiava aniversários,
desde que os pais foram assassinados numa festa de aniversário, mas Eduardo
insistia em comemorar. E fazia questão da presença de todos. Ela iria dizer que
não ia, mas conteve-se. Pela sua mente, uma perversa frase ecoou: "Um belo
dia para morrer!".
-Ok,
Eduardo, mas não poderei demorar muito. Vou só passar em casa antes.
-Minha
filha querida, que felicidade! Estarei te aguardando ansiosamente. E... Sara...
Eu te amo muito.
Sara
não respondeu. Apenas desligou o telefone.
Eduardo
era uma figura bem conhecida em Sordes. Desde que completara vinte anos
abrigava crianças em sua casa, uma grande mansão herdada de seus pais. No
total, adotara três meninos e sete meninas. Cada uma criança que entrava para
morar com ele era motivo de festa. Ele dava entrevista em jornais, tirava
fotos, e tentava mostrar o quanto era uma boa pessoa. A única que entrara sem
festa fora Sara, devido à emergência em que terminara na casa dele. Era querido por todos na cidade e muitos
queriam ajudar a cuidar de suas crianças, mas ele recebera uma herança muito
grande e não aceitava nenhum tipo de ajuda. Nunca casara, escolhera dedicar sua
vida às suas crianças.
Quando
completavam 18 anos, eles poderiam continuar na casa, mas Sara preferiu sair e
morar sozinha. Esse fato entristeceu muito Eduardo, mas não a impediu.
Naquela
manhã, onde completaria 47 anos, acordara animado e tivera um café da manhã
especial preparado pelos seus filhos adotivos. Conversara com todos durante a
parte da manhã, alguns saíram para trabalhar e as duas meninas mais novas
ficaram preparando o almoço. Depois de ligar para Sara, preparou uma bonita
mesa que tinha na cozinha e colocou um conjunto de louças especiais que usava
sempre em aniversários. "Será um almoço especial!" pensou.
Quando
o relógio marcou 12h, Sara entrou na casa de Eduardo. Abraçou-o, por convenção:
-Feliz
aniversário!
-Obrigado,
minha filha querida!
Sara
pensou em falar algo, mas desistiu. Ela carregava uma bolsa, que entregou a
Eduardo:
-Um
pequeno presente.
Era
uma garrafa de vinho, de uma safra especial. Na casa, somente Eduardo bebia
vinho, e era um apaixonado pela bebida. Logo abriu a garrafa e começou a beber.
-Que
vinho delicioso, filha!
-Hoje
é um dia especial, Dudu! Você merece comemorar!
Quando
todos os que moravam com Eduardo chegaram, o almoço foi servido. Havia muita
fartura, e degustaram o melhor da comida local. Ainda tiveram tempo para uma
sobremesa. Quando acabaram de comer, sentaram
na sala e ficaram conversando. Sara estava numa poltrona acolchoada, que fora
sua preferia durante todo o tempo em que estava naquela casa, e olhava
fixamente para Eduardo. Por um momento, olhou para o relógio de parede acima da
cabeça dele e deixou escapar um sorriso pelo canto da boca.
Cinco
minutos passaram-se. Eduardo começou a sentir algo estranho. Era como se
flutuasse, como se aos poucos estivesse se distanciando da realidade. Tentou
ficar em pé, mas foi só por um momento, pois caiu, já desacordado.
Os
filhos adotivos correram para socorrê-lo. Uma gritaria de desespero tomou conta
daquela sala. Sara friamente discou o número dos bombeiros e disse:
-Por
favor, vocês poderiam enviar uma ambulância? Meu pai passou mal e caiu
desacordado.
Os
bombeiros chegaram em cinco minutos, mas era tarde. Eduardo já estava morto.
Paralelo
a esses acontecimentos, Joseph descansou durante toda a parte da manhã. Ao
levantar, almoçou na pensão e seguiu para a central, onde trabalharia para
resolver o caso do assassino.
O
Comandante Barros sentou ao lado de Joseph e começou a explanar a situação:
-Senhor,
foram cinco assassinatos. Para uma cidade pequena, isso é muito, todos estão
com medo e esperam algo da polícia. Eles temem que isso possa continuar.
Joseph
olhou para aquele homem, tão desesperado e tão despreparado. Ele sabia que não
seria tão simples assim pegar a assassina, mesmo sabendo quem era. Precisava de
provas, de um deslize. E cometer erros não era algo comum para um assassino.
Mas estava curioso também, pois não sabia quem a tinha treinado tão bem.
-Barros,
fique tranquilo. Vamos pegar o responsável por isso. Só tenha paciência. Temos
que pegá-la de forma que não consiga escapar. Por hora, traga-me as fichas dos
homens que morreram.
Joseph
já tinha lido a ficha de cada um e sabia como relacionavam-se com Sara, mas
esperava por algo mais concreto para poder prendê-la.
Enquanto
relia as fichas, escutou a ambulância dos bombeiros passar correndo bastante.
Chamou o comandante:
-Barros,
o que houve?
-Não
sei, senhor, mas vou verificar.
Cinco
minutos depois, após muitas ligações, Barros trouxe a resposta para Joseph:
-Senhor,
um homem teve um infarto. Parece que não resistiu.
Joseph
escrevia uma mensagem no celular e escutou sem olhar para o comandante. Depois
de terminar sua tarefa, respondeu:
-Que
pena. Pensei que fosse algo relacionado ao nosso caso. Mais uma coisa,
Barros... Pare de me chamar de senhor.
Naquela
tarde nada mais aconteceu. Joseph verificou os arquivos no computador e fez
algumas anotações. Por fim, dispensou todos e foi embora.
Amanheceu
em Sordes, e era o segundo dia que Joseph estava na cidade. Ele levantou às 6h
da manhã e resolveu seguir sua rotina. Desceu e foi na padaria. Ali, escutou os
primeiros relatos do que acontecera no dia anterior:
-Soube
do Eduardo, aquele das crianças?
-Não,
o que aconteceu?
-Ele
morreu ontem. Disseram que estava almoçando com a família e seu coração não
aguentou.
-Mas
assim... do nada?
-Ah,
nunca se sabe. Quando se trata de coração muitas vezes somos pegos de surpresa.
Joseph
degustava seu café enquanto estava atento àquilo que ouvia. A história deixou-o
intrigado. Era coincidência demais isso acontecer logo no dia que ele chegou.
Poderia ser somente um caso de morte natural, mas Joseph duvidava.
Ele
pagou o café e caminhou até a banca. Ali comprou a edição diária do jornal
local. Na primeira página estava estampada a foto de Eduardo, com os dizeres:
"Faleceu ontem Eduardo, grande benfeitor das crianças".
Joseph
sentou no banco da praça e leu todas as notícias. Gastou mais tempo na notícia
da morte de Eduardo. Leu com calma, digerindo cada palavra. Olhou para o
relógio, que marcava 6:30h. Ligou para o
Comandante Barros:
-Comandante,
não irei trabalhar agora cedo. Se houver alguma emergência, me ligue.
-Sim,
Joseph. Mas se me permite, onde vai tão cedo?
Joseph
deixou escapar um riso sórdido:
-Vou
a um velório.
Antes
que Barros pudesse perguntar alguma coisa, Joseph desligou. Ele levantou do
banco, entrou em um ônibus e ficou sério. Sabia que era um movimento um pouco
arriscado, mas não poderia perder a oportunidade.
Após
passar 40 minutos no trânsito, desceu em frente ao cemitério. Viu um grande
movimento em torno de uma das capelas e para lá seguiu. Observou cada um dos
presentes, mas não encontrou Sara. Cumprimentou todos os presentes,
demonstrando estar emocionado com a cena de ver o homem morto. Reparou que duas
crianças estavam olhando de longe. Aproximou-se:
-Vocês
devem estar tristes.
Uma
das meninas olhou para ele com olhos assustados, mas ao mesmo tempo tristes:
-Tio,
o que será de nós? Ele cuidava da gente...
Joseph
abraçou a menina. Queria dizer que tudo ficaria bem, mas não queria mentir para
a menina. Acariciou a cabeça dela, até que alguém a chamou. Olhou para a mais
velha:
-Onde
está a outra irmã de vocês, a Sara?
Ela
olhou seriamente para Joseph:
-Sara
nem se importou. Depois que Dudu morreu ela ligou para os bombeiros e foi
embora. Nem aqui ela apareceu. Ela nunca se importou realmente conosco. Dudu
sempre fez tudo por ela e ela sempre pensou só em si.
Joseph
refletiu por um momento, despediu-se da menina e partiu.
Ele
estava cada vez mais certo de que Sara era a responsável. Ainda ficou alguns
minutos na porta do cemitério e viu o caixão sendo carregado e colocado no
túmulo. Virou e partiu, sentindo uma revolta dentro de si.
Longe
dali, Sara entrava na empresa que trabalhava e seguia para seu posto. Pegou
diversos papéis e começou a organizá-los. Ali ficou até que seu chefe chegou:
-Sara?
O que faz aqui? Pensei que estaria no velório do seu pai...
Sara
esperava não ser vista por José, que era o homem que a chefiava naquele
momento. Logo inventou uma desculpa:
-Ah,
chefe, estou tão abalada que não consegui ir. Preferi vir para cá para me
distrair.
Abraçou
José e chorou. O chefe tentou consolá-la:
-Acalme-se,
Sara. Vamos, vamos dar uma volta para você se acalmar.
Sara
conseguira mais uma vez. Tinha o chefe em suas mãos.
Próximo Capítulo
Joseph revela ao Comandante
Barros que sabe quem é a assassina e diz que a pegará logo. A informação chega
aos ouvidos de Sara, que demonstra gostar da notícia, afirmando que seu plano
estava seguindo o andamento programado.
Em 15 dias: Capítulo
3 - Marilah kita menjadi hakim dan
algojo - Sejamos juízes e executores