CAPÍTULO 6
Mencerminkan kecerahan keadilan kami - REFLITAM O BRILHO DE NOSSA
JUSTIÇA
Mais
um dia amanhecia em Sordes. Joseph não dormira nada naquela noite, relembrando
seu passado. Antes do despertador tocar, já estava de pé, caminhando pela
pensão. Teria um dia cheio e não podia deixar o cansaço atrapalhar seus
objetivos.
"Faltam
poucos dias", pensou, "só mais alguns dias e tudo acabará".
Joseph
pegou uma mala e colocou uns papéis dentro. Escondido no meio de tudo, uma
pequena arma que usava para esse tipo de situação. Vestiu uma roupa social,
colocou um óculos escuro e saiu da pensão.
Quando
ainda estava na porta, escutou o barulho da explosão.
Sara
deixara a casa da montanha ao amanhecer. Trancara tudo e pela primeira vez
estranhara o fato de ninguém nunca ter procurado pelo seu mestre e o filho
dele.
Ela
caminhou devagar, em direção do centro da cidade. Intencionava ir até a praça,
sentar e esperar as informações do dia, que sempre recebia do dono da padaria.
O homem informava Sara de cada passo que presenciava no centro da cidade. Mas
nos últimos dias informava-a sobre tudo que Joseph falava enquanto tomava seu
café.
Enquanto
descia, sentiu fome. Não comia há horas. Resolvera que servir-se-ia de um
reforçado café com pão ao chegar na padaria.
Quanto
mais se aproximava da praça, mais barulho escutava. De repente, ouviu um grande
estrondo. Ficou assustada, mas correu em
direção ao barulho.
O
Comandante Barros fazia uma ronda antes de ir para a central de operações.
Passou pela praça da cidade por várias vezes e desconfiou de uma movimentação
que acontecia antes do dia nascer. Desceu do carro, armado, e abordou a pessoa
que ali estava:
-Boa
noite, cidadão.
O
homem olhou para o policial. Era o dono da padaria, que preparava-se para mais
um dia de trabalho:
-Se
me permite, já posso dizer bom diz, policial.
Ao
reconhecer o homem, Barros continuou a ronda.
Resolvera
esperar um pouco para tomar o famoso café, e adormeceu dentro do carro.
A
explosão o despertou. Barros abriu os olhos e viu o fogo consumindo toda a
padaria, fechando uma rua e dividindo a cidade. Em minutos os bombeiros
apareceram e tentavam desesperadamente conter as chamas.
Barros
aproximou-se, identificou-se e tentou saber a real situação:
-Alguém
sabe o que ocorreu aqui?
-Senhor,
pareceu explosão de gás. Parece que o dono da padaria morreu carbonizado.
Barros
lamentou. Tinha conversado com o pobre homem momentos antes. Ele ligou para
Joseph:
-Joseph...
-Escutei
uma explosão, Barros, o que houve?
-Estou
aqui, do outro lado, a padaria explodiu. Parece que o dono teve um vazamento de
gás. Ele não conseguiu sair.
-Que
pena. Mas você disse que está preso aí, por quê?
-As
ruas estão fechadas.
-Hum...
Isso é ruim. Vou avisar na central que você vai demorar.
-E
quanto à você?
-Vou
visitar a Mr Bonnes. Essa empresa esconde algo. Quero descobrir o quê.
Barros
desligou. Ele olhou para o lado e viu uma mulher loira falando no telefone.
Pronunciou as quatro letras que mais esperava dizer naqueles dias:
-Sara!
Sara
chegara ao centro da cidade e ficara assustada com aquela explosão. Tremia
diante à face do sombrio pensamento que viera à sua mente:
"Ele
deve ter descoberto tudo e..."
Mas
neste momento escutou um bombeiro falando:
-Ainda
tem cheiro de gás, temos que ter cuidado.
Vazamento
de gás. Sara lamentou pela vida de seu informante, mas estava aliviado por não
ter sido o que pensara anteriormente.
Ela
caminhou até o ponto onde estava o isolamento. Viu que não chegaria na empresa
para trabalhar. Pegou seu celular e ligou para José:
-Chefe,
aconteceu um problema. Uma explosão no centro da cidade, estou presa do outro
lado e não tem como eu passar.
-Que
ruim, Sara. Hoje terei uma visita importante aqui e esperava que você mostrasse
a empresa para ele, mas eu mesmo o farei. Se conseguir, venha na parte da
tarde.
-Sim
senhor, chefe.
Foi
o momento em que escutou um homem ao seu lado falando seu nome:
-Sara!
Ela
olhou mas não reconheceu aquele policial:
-Pois
não, policial.
O
Comandante Barros sorriu. Olhou seriamente para ela e disse:
-É
engraçado como ele tem razão. Tudo acaba conectado a você. E então, o que armou
para esse dia? Muita coincidência você estar aqui logo depois da explosão.
Sara
tentava uma fuga. Não estava armada e não podia fazer nada, pois diversos
policiais estavam ao redor da explosão. Parecia estar sem saída. Tentou enrolar
Barros:
-Desculpe-me,
mas não sei que o senhor é, nem do que está falando.
Barros
riu novamente:
-Tão
doce, tão inocente... Pois saiba, Sara, que seu tempo está acabando. Eu sou o
Comandante Barros e vou te colocar na
cadeia por todos os seus crimes.
Antes
que pudesse responder algo, uma explosão secundária fez com que Barros e ela
corressem e procurassem abrigo.
Barros
ficou irritadíssimo. Perdeu uma chance de prendê-la.
Mas
aquele encontro fora importante para Barros. Ele finalmente lembrou de onde
conhecia Sara.
Na
noite sangrenta de Sordes ele fora convocado para investigar as estranhas
mortes. Mas o que encontrou foi uma menininha correndo desesperada porque sua
mãe fora assassinada. Barros
ficarapreocupado com a segurança dela, pois era a única testemunha. Levou-a até
a casa de um policial de confiança. Mas nunca tiveram a oportunidade de
interrogá-la, pois ela fugira da casa minutos depois. O caso fora abafado por
causa dos policiais.
Foi
depois dessa fuga que ela encontrara a casa de Eduardo, onde, cansada e com
fome, tivera que ficar.
Sara
respirou aliviada por causa da segunda explosão. Fora sua chance de escapar.
Ficara chateada com a notícia da morte do dono da padaria, seu amigo pessoal e
informante, mas precisava seguir em frente e não podia deixar que Barros a
prendesse. Logo permeou a mente com um pensamento:
"Tenho
que matar esse policial."
Joseph
seguiu para a Mr Bonnes. Era um grande prédio e, segundo ele, mantinha a mesma
estrutura de dez anos antes. Entrou pela porta da frente e anunciou à
recepcionista:
-Tenho
um horário marcado com o senhor José.
-Qual
o seu nome, por favor?
-Joseph,
do Departamento de Proteção à Empresas.
A
recepcionista fez uma ligação e disse, sem olhar para ele:
-Pegue
o elevador à direita. Terceiro andar.
Joseph
entrou no elevador e notou que havia uma entrada para uma pequena chave que
acionaria um andar inferior. Aquilo o intrigou. E estava certo em desconfiar.
Apertou
o botão referente ao andar que encontraria José e esperou chegar ao terceiro
andar.
Ali,
foi recebido por uma simpática mulher:
-Por
favor, seu Joseph. Espere nesta sala.
Joseph
sentou em uma confortável cadeira em frente a uma mesa. A mulher saiu e fechou
a porta da sala.
Dez
minutos se passaram e José entrou pela sala. Estava um pouco cansado, com
fortes olheiras. Parecia um pouco zonzo. Sentou na cadeira em frente à Joseph e
coçou os olhos:
-Perdão
pela minha aparência. Tive uma noite difícil. E minha assistente ficou presa na
cidade por causa de uma explosão.
Joseph
deixou escapar um risinho de canto de boca. Pegou um papel e começoou a
conversar com José:
-Vou
fazer algumas perguntas, o senhor por favor me responda. Prometo que serei
prático.
José
concordou com a cabeça. Só queria livrar-se do serviço burocrático. Joseph
iniciou o seu questionário:
-Primeira
coisa que quero saber. Essa empresa se chama Mr Connes ou Mr Bonnes?
-Os
dois nomes representam a mesma empresa. Um é o nome Jurídico, o outro é o nome
fantasia. Com a morte do fundador, mudamos um pouco o nome da empresa para
desfazer a imagem negativa que ficamos por causa do dia sangrento.
-Hum...
Falando nesse dia, houve algum sobrevivente?
-Somente
os que não puderam ir na festa. Isso significa: eu e minha família, que tivemos
um problema com o carro e mais uns dois ou três funcionários que não
justificaram a falta.
-Ou
seja, o senhor acabou com o cargo de diretor geral após a tragédia.
José
olhou muito sério para Joseph:
-O
que está dizendo? Eu sou um simples diretor de marketing. Sou o responsável por
essa matriz, mas existe ainda o presidente da empresa.
-E
quem seria esse presidente?
-Sinceramente?
Não sei. Não vejo ninguém com perfil de presidente aqui no prédio, e nem sei
mesmo se ele já apareceu aqui. Só sei que recebo por diretor e trabalho como
presidente.
José
sentia-se mais cansado ainda. Pediu dois cafés, um para ele e um para Joseph.
Questionou:
-Desculpe,
mas qual a relevância dessas perguntas?
-Senhor
José, este é meu trabalho. Perguntar. A análise das perguntas e respostas não
sou eu que faço. Próxima questão: qual a área de atuação da empresa?
-Atualmente
é muito ampla. Inicialmente nós exportávamos material de papelaria e
escritório, mas atualmente nosso maior campo é a tecnologia. Fabricamos desde
de componentes de celulares a computadores.
Joseph
anotava as respostas. Chegou ao que ele esperava:
-Preciso
fotografar algumas dependências. Podemos?
José
concordou, um pouco zonzo. Levantou, mas sentou de novo:
-Você
está bem, José?
Ele
fez um sinal negativo:
-Por
favor, me ajude a ficar de pé.
Joseph
o apoiou:
-José,
você não parece bem. Vamos deixar as fotos para outro dia.
José
concordou com a cabeça:
-Te
agradeço.
E
não viu mais nada. Desmaiou e foi aparado por Joseph, que gritou por ajuda.
A
mulher que o atendera inicialmente entrou e ajudou a colocar José na cadeira.
Ele transpirava e parecia sentir dor. Dali, ligaram para a emergência, que em
minutos chegou no prédio com três enfermeiros e um médico. Eles levaram o
diretor da empresa para o hospital para realizar exames e descobrir o problema
de José.
Quando
tudo acalmou e Joseph fora deixado para trás, ele deu início ao que foi fazer
na fábrica: procurar respostas.
Foi
até o computador e conectou um pendrive. Iniciou um programa espião e copiou
todos os arquivos da empresa dos últimos dez anos. Era o material que esperava
adquirir, mas depois que entrou no prédio, tinha conseguido muito mais. Abriu a
gaveta embaixo do computador e pegou uma pequena chave, a chave que dava acesso
ao andar trancado da empresa.
"O
lugar mais improvável de esconder uma chave", pensou, "numa gaveta à
vista de todos."
Fechou
a gaveta, retirou seu pendrive e seguiu para o elevador.
Com
a pequena chave, ativou o andar trancado. As portas do elevador fecharam e ele
desceu rapidamente. Quando parou e abriu, Joseph viu-se diante de uma porta.
Ele saiu do eevador, abriu a porta devagar.
Joseph
sorriu, assustado e admirado pelo que viu:
"Isso
era tudo que eu precisava encontrar."
Próximo capítulo
No dia dos mortos, Joseph e
Sara estarão frente a frente depois de dez anos. Ele revelará algo que mudará
toda a história dela.
Em breve: Capítulo 7
- Makan nenek moyang kita - O túmulo de nossos pais
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