Capítulo 8
Menjadi kekuatan yang mendorong
kita -
SEJA A FORÇA QUE NOS CONDUZ
Quando
amanheceu, Sara estava de pé e caminhava de um lado para o outro no quarto de
uma pousada onde ficara naquela noite. Não conseguira dormir depois de
descobrir que o túmulo onde todos diziam que seus pais estavam enterrados
estava vazio e que nunca fora usado. Mas o que a irritava mesmo era saber que
Joseph sabia de algo que não a contou e que estava um passo na sua frente.
Ao
sair do cemitério, ela foi direto para o hospital. Lá, encontrou José em cima
da cama, entre a vida e a morte. Perguntou ao médico:
-O
que ele tem?
O
médico olhou para ela um pouco perdido:
-Esse
é o problema. Ele não tem nada. Mesmo assim, sua pressão fica oscilando e sua
pulsação está baixa. Se isso não parar, ele pode morrer.
Sara
olhou para seu chefe, que considerava um bom amigo. Ele abriu os olhos e a
chamou.
Com
autorização do médico, ela se aproximou da cama e beijou a testa de José:
-Você
vai sair dessa, José. Eu preciso de você.
Ele
abaixou o olhar:
-Sara...
Se eu morrer... Faça algo por mim. Encontre a filha do Sr. Bonnes. Ela está
viva e é a herdeira. Quando encontrar, entregue uma pequena chave que está na
gaveta do meu computador e diga que a senha é o aniversário de sua mãe Diga-a
para descer até um andar que só chegará com a chave e ela encontrará a verdade.
Sara
concordou com a cabeça e ia contar a verdade para ele, mas seu celular tocou,
com o recebimento de uma mensagem:
-Desculpe-me,
José.
Ela
pegou o celular para desligá-lo, mas viu a mensagem endereçada de um número
desconhecido. Abriu por curiosidade e dizia:
"Não
conte a José quem você é. Descubra a verdade primeiro. "
Mesmo
que imaginasse ser Joseph o remetente, sem saber como ele conseguiu seu número,
tinha que dar razão à mensagem. Era mais prudente descobrir a verdade primeiro.
O
homem sorriu para ela:
-Sara...
Eu sempre gostei muito de você... Se eu partir, saiba que a considerava como
uma filha...
Sara
abraçou José, de uma forma tão pura e sincera que por alguns momentos era
possível esquecer que fora uma assassina. Na verdade, trocaria toda a sua vida
e deixaria tudo de lado para que ele ficasse bem.
O
médico fez sinal que ela deveria sair. Ela beijou a testa dele e sussurrou em
seus ouvidos:
-Eu
volto para ver você. Então me espere.
Ele
sorriu.
O
médico colocou Sara para fora do quarto e preparou uma injeção.
Sara
estava frustrada. Não queria perder a única pessoa que lhe tratava sem nenhum
interesse.
Quando
já estava do lado de fora do hospital, seu celular tocou novamente. Pegou e viu
mais uma mensagem:
"Não
se preocupe. Ele não vai morrer. A injeção cortará os efeitos e em três dias
ele estará em casa. Precisei disso para conseguir a senha. Ass: Joseph".
Um
ódio percorreu o corpo e a alma de Sara. Joseph brincava com a vida da única
pessoa que realmente se importava com ela. Mas sabia que ele tinha razão só
diante da morte José revelaria tal segredo.
Foi
então que ela abrigou-se numa pensão e passou o resto da noite caminhando pelo
quarto.
Quando
amanheceu, ela colocou um óculos escuro para disfarçar o fato de não ter
dormido e seguiu caminhando para a empresa onde trabalhava.
Em
sua mente, programou entrar direto na empresa e seguir para o elevador sem
chamar a atenção de ninguém. Ia direto para o tal andar descobrir o que estava
acontecendo.
Mas
não foi assim que aconteceu. Assim que cruzou a porta do prédio, um segurança a
interrompeu:
-Senhorita,
a recepcionista te espera. Pediu que fosse imediatamente.
Sara
ficou irritada, mas não podia chamar muita atenção. Seguiu até a recepção. A
recepcionista estava conversando com um homem e parecia estar impaciente:
-Eu
entendo, senhor. Mas não posso fazer nada, o senhor precisa aguardar um pouco.
Olhou
para Sara se aproximando:
-Veja,
ela está chegando.
Quando
o homem virou-se, Sara deparou-se com Joseph novamente. Sem reação, ela ficou
parada na recepção.
Joseph
começou a falar:
-Finalmente.
Você deve ser a secretária do Sr. José. Antes de ontem estive aqui e fiquei de
voltar hoje para terminar meu relatório sobre a empresa. Ele não estava se
sentindo bem e disse que a incumbiria de me mostrar as dependências da empresa.
Sara
tentou esboçar alguma reação. Antes disso, Joseph caminhou até ela e pegou em
seu braço:
-Vamos
porque não tenho o dia todo. Essa demora entrará como um ponto negativo do meu
relatório.
Sara
caminhou com ele em direção ao elevador. A última coisa que viu foi a
secretária fazendo uma careta, como quem acaba de se livrar de uma pessoa
chata.
Ao
entrarem, ele apertou o botão que ia para o andar onde José e Sara trabalhavam.
Assim que a porta fechou, ela disse:
-O
que você faz aqui?
Ele
olhou para ela de uma forma séria, como ela nunca tinha visto:
-Quero
ter certeza do que vi. Se for verdade, até mesmo eu terei novidades para o caso
de seus pais.
Sara
olhou para ele como e ameaçou fazer uma nova pergunta. Mas a expressão séria de
Joseph já indicava que não responderia a nenhuma outra pergunta.
O
elevador parou no andar que dava acesso à sala de José. Juntos, os dois entraram
na sala e Joseph sentou em uma cadeira. Esperou Sara sentar e disse:
-Veio
preparada?
-Preparada?
-Sim,
para descobrir uma dura verdade sobre o passado.
Sara
franziu as sobrancelhas e olhou para ele:
-Por
que não me diz ligo o que encontraremos? E por que não me diz logo o que tem lá
embaixo?
Joseph
suspirou. Depois olhou novamente para ela:
-Existem
coisas que precisamos descobrir por nós mesmos. Além do mais, não tenho certeza
se vi o que achei que vi. Pode ser que eu tenha me enganado.
Ele
levantou e tirou uma pequena arma de fogo que estava escondida na perna. Sob o
olhar assustado de Sara, ele carregou a arma e por fim entregou para ela:
-Você
vai precisar disso.
Ela
pegou a arma e apontou para ele:
-Agora
me diga tudo.
Joseph
riu:
-Quer
mesmo atirar em mim hoje? Um dia antes do final de seu plano?
Ele
virou e seguiu para o elevador. Ela abaixou a arma e entrou atrás dele. Dentro,
ele fez um sinal para ela:
-Coloque
a chave e gire em sentido horário. Isso nos levará para um andar diferente do
prédio.
Ela
fez o que ele ordenara. Sentia-se manipulada por ele, mas naquele momento,
precisava dele para chegar à verdade do que acontecera com os corpos de seus
pais.
Devagar,
o elevador foi parando e abriu. Do lado
de fora, alguns homens armados estavam na frente de uma porta. Ao lado, um
aparelho onde a senha deveria ser inserida para abri-la. Como não esperavam a
chegada de ninguém, ao ver o elevador abrindo-se, apontaram suas armas para
ele. Um deles disse:
-Parados.
O que fazem aqui?
Joseph
levantou os braços e saiu devagar. Olhou para cada um e a posição em que
estavam. Disse:
-Desculpem-me,
sou da manutenção do elevador. Estou vendo se ele está funcionando normalmente.
Ao rodar a chave mestra, parei aqui.
O
homem que falava parecia comandar os outros:
-Amigo,
está no andar errado.
Joseph
abaixou os braços. Ele olhou para os homens e viu cinco homens altos, usando
terno preto, camisa e gravata pretas, óculos escuro e luvas. O homem que falava
com Joseph deu ordem para que guardassem as armas. Nesse momento, Joseph pegou
uma faca e lançou na testa do homem. Antes que os outros quatro tivessem alguma
reação, puxou uma arma e disparou. Quatro tiros, quatro acertos. Cinco corpos
inertes.
Só
então Sara saiu do elevador. Até mesmo ela, uma cruel assassina, ficou
assustada com a reação imediata de Joseph. Ele olhou para ela e apontou para o
pequeno aparelho:
-Ali.
Digite a senha que José te disse.
Sara
lembrou-se de José e de que estava à beira da morte. Ameaçou falar alguma
coisa, mas fora impedida por Joseph novamente:
-Vamos,
não temos o dia todo.
Ela
lembrou das palavras de José: "O aniversário da mãe dela". Sem saber
quem realmente era Sara, dissera a senha para que ela encontrasse a filha do
dono da empresa. Digitou cada um dos números com maior cuidado.
Os
dois escutaram um barulho e a porta abriu-se. Por um segundo, entreolharam-se e
foram na direção da mesma. Joseph fez sinal para Sara pegar a arma, que
prontamente o atendeu. Ao abrir, viram um imenso corredor com uma porta ao
fundo. Na frente da porta, outro homem armado, que disparou em direção deles.
Os
dois pularam para os lados e Joseph fez um sinal para Sara:
-Vou
pegar esse homem. Vá e descubra a verdade.
Ela
fez um sinal de positivo com a cabeça.
Joseph
conferiu sua arma. Tinha apenas uma bala. Ele abaixou-se, rolou para a frente
da porta e disparou. A bala acertou a mão armada do homem, fazendo-o derrubar a
arma. Foram os segundos necessários para Joseph pular sobre ele e prendê-lo
pelo pescoço. Gritou:
-Agora,
Sara.
Sara
correu pelo corredor e passou pelos dois, que brigavam presos ao chão.
Ao
ver que ela seguia para a porta, Joseph jogou o homem em direção ao elevador.
Ele caiu e pegou outra arma escondida. Joseph pôs a mão na cintura e pegou uma
pequena faca, a última que tinha, e lançou. O homem desviou-se e atirou,
acertando o braço de Joseph. Depois, gargalhou e disse:
-Você
errou.
A
faca acertara um dos pinos do alarme de incêndio, quebrando-o. Dali, um pequeno
jato de água acertou o homem armado, distraindo-o por milésimos de segundo. Foi
tempo suficiente para Joseph pegar uma mini metralhadora de um dos corpos
caídos e crivar várias balas no homem.
Quando
o segurança caiu, Joseph levantou, caminhou em sua direção, pisou sobre o corpo
inerte e disse:
-Eu
nunca erro.
Ele
abaixou-se, pegou sua faca e com ela cortou um pedaço da camisa do homem morto.
Olhou seu braço ensanguentado e viu que a bala transpassara o braço, mas não
ficara alojada. Enrolou o pedaço de pano para parar o sangramento e resmungou:
-Vou
ficar com mais uma cicatriz.
De
posse de uma das armas dos homens que matou, Joseph seguiu para ver o que Sara
encontrara na sala ao final do corredor.
Sara
passou por Joseph e o homem que estavam brigando e correu até a porta no final
do corredor. Forçou a maçaneta e ela abriu.
"Afinal,
quem seria tolo suficiente de chegar até aqui? Por isso a porta está
aberta", pensou.
Ao
entrar, viu uma imensa sala com pouca iluminação. Nela, diversos tubos de vidro
iluminados com uma luz neon azul estavam espalhados. Cada tubo continua um
líquido borbulhante e dentro, para horror de Sara, um órgão do corpo humano.
Alguns tinham olhos, outros pulmões, outros corações, até mesmo alguns
cérebros. Todos estavam conservados e pareciam recém-retirados de pessoas. Sara
não sabia se por ser uma cena assustadora ou não, mas teve a impressão de ver
um dos corações ainda bater.
Assustada
e um pouco zonza, ela viu um tubo maior, no centro, coberto com um pano. Aos
poucos ela aproximou-se e puxou o pano.
O
que viu quase a fez perder os sentidos.
Dentro
do tubo, estava o corpo de sua mãe, mergulhado no mesmo líquido, ligado a uma
série de fios. Havia um monitor que indicava as condições do corpo, mas não
conseguira nem ver, pois estava em choque.
-O
que está fazendo aqui? Quem é você?
Uma
voz masculina ecoou pelo salão. Sara olhou na direção da voz e, ainda mais em
choque, pronunciou:
-Pa...pai?
Próximo Capítulo
Sara encontra seu pai
vivo e o corpo de sua mãe dentro de um tubo. Antigos segredos da noite
sangrenta começam a revelar-se. O dia
final aproxima-se.
Em Breve: Capítulo 9 - Wajah
depan kematian - Frente à face da morte
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