sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Perseguição - Capítulo 8

Capítulo 8
 Menjadi kekuatan yang mendorong kita  -  SEJA A FORÇA QUE NOS CONDUZ

                Quando amanheceu, Sara estava de pé e caminhava de um lado para o outro no quarto de uma pousada onde ficara naquela noite. Não conseguira dormir depois de descobrir que o túmulo onde todos diziam que seus pais estavam enterrados estava vazio e que nunca fora usado. Mas o que a irritava mesmo era saber que Joseph sabia de algo que não a contou e que estava um passo na sua frente.
                Ao sair do cemitério, ela foi direto para o hospital. Lá, encontrou José em cima da cama, entre a vida e a morte. Perguntou ao médico:
                -O que ele tem?
                O médico olhou para ela um pouco perdido:
                -Esse é o problema. Ele não tem nada. Mesmo assim, sua pressão fica oscilando e sua pulsação está baixa. Se isso não parar, ele pode morrer.
                Sara olhou para seu chefe, que considerava um bom amigo. Ele abriu os olhos e a chamou.
                Com autorização do médico, ela se aproximou da cama e beijou a testa de José:
                -Você vai sair dessa, José. Eu preciso de você.
                Ele abaixou o olhar:
                -Sara... Se eu morrer... Faça algo por mim. Encontre a filha do Sr. Bonnes. Ela está viva e é a herdeira. Quando encontrar, entregue uma pequena chave que está na gaveta do meu computador e diga que a senha é o aniversário de sua mãe Diga-a para descer até um andar que só chegará com a chave e ela encontrará a verdade.
                Sara concordou com a cabeça e ia contar a verdade para ele, mas seu celular tocou, com o recebimento de uma mensagem:
                -Desculpe-me, José.
                Ela pegou o celular para desligá-lo, mas viu a mensagem endereçada de um número desconhecido. Abriu por curiosidade e dizia:
                "Não conte a José quem você é. Descubra a verdade primeiro. "
                Mesmo que imaginasse ser Joseph o remetente, sem saber como ele conseguiu seu número, tinha que dar razão à mensagem. Era mais prudente descobrir a verdade primeiro.
                O homem sorriu para ela:
                -Sara... Eu sempre gostei muito de você... Se eu partir, saiba que a considerava como uma filha...
                Sara abraçou José, de uma forma tão pura e sincera que por alguns momentos era possível esquecer que fora uma assassina. Na verdade, trocaria toda a sua vida e deixaria tudo de lado para que ele ficasse bem.
                O médico fez sinal que ela deveria sair. Ela beijou a testa dele e sussurrou em seus ouvidos:
                -Eu volto para ver você. Então me espere.
                Ele sorriu.
                O médico colocou Sara para fora do quarto e preparou uma injeção.
                Sara estava frustrada. Não queria perder a única pessoa que lhe tratava sem nenhum interesse.
                Quando já estava do lado de fora do hospital, seu celular tocou novamente. Pegou e viu mais uma mensagem:
                "Não se preocupe. Ele não vai morrer. A injeção cortará os efeitos e em três dias ele estará em casa. Precisei disso para conseguir a senha. Ass: Joseph".
                Um ódio percorreu o corpo e a alma de Sara. Joseph brincava com a vida da única pessoa que realmente se importava com ela. Mas sabia que ele tinha razão só diante da morte José revelaria tal segredo.
                Foi então que ela abrigou-se numa pensão e passou o resto da noite caminhando pelo quarto.
                Quando amanheceu, ela colocou um óculos escuro para disfarçar o fato de não ter dormido e seguiu caminhando para a empresa onde trabalhava.
                Em sua mente, programou entrar direto na empresa e seguir para o elevador sem chamar a atenção de ninguém. Ia direto para o tal andar descobrir o que estava acontecendo.
                Mas não foi assim que aconteceu. Assim que cruzou a porta do prédio, um segurança a interrompeu:
                -Senhorita, a recepcionista te espera. Pediu que fosse imediatamente.
                Sara ficou irritada, mas não podia chamar muita atenção. Seguiu até a recepção. A recepcionista estava conversando com um homem e parecia estar impaciente:
                -Eu entendo, senhor. Mas não posso fazer nada, o senhor precisa aguardar um pouco.
                Olhou para Sara se aproximando:
                -Veja, ela está chegando.
                Quando o homem virou-se, Sara deparou-se com Joseph novamente. Sem reação, ela ficou parada na recepção.
                Joseph começou a falar:
                -Finalmente. Você deve ser a secretária do Sr. José. Antes de ontem estive aqui e fiquei de voltar hoje para terminar meu relatório sobre a empresa. Ele não estava se sentindo bem e disse que a incumbiria de me mostrar as dependências da empresa.
                Sara tentou esboçar alguma reação. Antes disso, Joseph caminhou até ela e pegou em seu braço:
                -Vamos porque não tenho o dia todo. Essa demora entrará como um ponto negativo do meu relatório.
                Sara caminhou com ele em direção ao elevador. A última coisa que viu foi a secretária fazendo uma careta, como quem acaba de se livrar de uma pessoa chata.
                Ao entrarem, ele apertou o botão que ia para o andar onde José e Sara trabalhavam. Assim que a porta fechou, ela disse:
                -O que você faz aqui?
                Ele olhou para ela de uma forma séria, como ela nunca tinha visto:
                -Quero ter certeza do que vi. Se for verdade, até mesmo eu terei novidades para o caso de seus pais.
                Sara olhou para ele como e ameaçou fazer uma nova pergunta. Mas a expressão séria de Joseph já indicava que não responderia a nenhuma outra pergunta.
                O elevador parou no andar que dava acesso à sala de José. Juntos, os dois entraram na sala e Joseph sentou em uma cadeira. Esperou Sara sentar e disse:
                -Veio preparada?
                -Preparada?
                -Sim, para descobrir uma dura verdade sobre o passado.
                Sara franziu as sobrancelhas e olhou para ele:
                -Por que não me diz ligo o que encontraremos? E por que não me diz logo o que tem lá embaixo?
                Joseph suspirou. Depois olhou novamente para ela:
                -Existem coisas que precisamos descobrir por nós mesmos. Além do mais, não tenho certeza se vi o que achei que vi. Pode ser que eu tenha me enganado.
                Ele levantou e tirou uma pequena arma de fogo que estava escondida na perna. Sob o olhar assustado de Sara, ele carregou a arma e por fim entregou para ela:
                -Você vai precisar disso.
                Ela pegou a arma e apontou para ele:
                -Agora me diga tudo.
                Joseph riu:
                -Quer mesmo atirar em mim hoje? Um dia antes do final de seu plano?
                Ele virou e seguiu para o elevador. Ela abaixou a arma e entrou atrás dele. Dentro, ele fez um sinal para ela:
                -Coloque a chave e gire em sentido horário. Isso nos levará para um andar diferente do prédio.
                Ela fez o que ele ordenara. Sentia-se manipulada por ele, mas naquele momento, precisava dele para chegar à verdade do que acontecera com os corpos de seus pais.
                Devagar, o elevador foi  parando e abriu. Do lado de fora, alguns homens armados estavam na frente de uma porta. Ao lado, um aparelho onde a senha deveria ser inserida para abri-la. Como não esperavam a chegada de ninguém, ao ver o elevador abrindo-se, apontaram suas armas para ele. Um deles disse:
                -Parados. O que fazem aqui?
                Joseph levantou os braços e saiu devagar. Olhou para cada um e a posição em que estavam. Disse:
                -Desculpem-me, sou da manutenção do elevador. Estou vendo se ele está funcionando normalmente. Ao rodar a chave mestra, parei aqui.
                O homem que falava parecia comandar os outros:
                -Amigo, está no andar errado.
                Joseph abaixou os braços. Ele olhou para os homens e viu cinco homens altos, usando terno preto, camisa e gravata pretas, óculos escuro e luvas. O homem que falava com Joseph deu ordem para que guardassem as armas. Nesse momento, Joseph pegou uma faca e lançou na testa do homem. Antes que os outros quatro tivessem alguma reação, puxou uma arma e disparou. Quatro tiros, quatro acertos. Cinco corpos inertes.
                Só então Sara saiu do elevador. Até mesmo ela, uma cruel assassina, ficou assustada com a reação imediata de Joseph. Ele olhou para ela e apontou para o pequeno aparelho:
                -Ali. Digite a senha que José te disse.
                Sara lembrou-se de José e de que estava à beira da morte. Ameaçou falar alguma coisa, mas fora impedida por Joseph novamente:
                -Vamos, não temos o dia todo.
                Ela lembrou das palavras de José: "O aniversário da mãe dela". Sem saber quem realmente era Sara, dissera a senha para que ela encontrasse a filha do dono da empresa. Digitou cada um dos números com maior cuidado.
                Os dois escutaram um barulho e a porta abriu-se. Por um segundo, entreolharam-se e foram na direção da mesma. Joseph fez sinal para Sara pegar a arma, que prontamente o atendeu. Ao abrir, viram um imenso corredor com uma porta ao fundo. Na frente da porta, outro homem armado, que disparou em direção deles.
                Os dois pularam para os lados e Joseph fez um sinal para Sara:
                -Vou pegar esse homem. Vá e descubra a verdade.
                Ela fez um sinal de positivo com a cabeça.
                Joseph conferiu sua arma. Tinha apenas uma bala. Ele abaixou-se, rolou para a frente da porta e disparou. A bala acertou a mão armada do homem, fazendo-o derrubar a arma. Foram os segundos necessários para Joseph pular sobre ele e prendê-lo pelo pescoço. Gritou:
                -Agora, Sara.
                Sara correu pelo corredor e passou pelos dois, que brigavam presos ao chão.
                Ao ver que ela seguia para a porta, Joseph jogou o homem em direção ao elevador. Ele caiu e pegou outra arma escondida. Joseph pôs a mão na cintura e pegou uma pequena faca, a última que tinha, e lançou. O homem desviou-se e atirou, acertando o braço de Joseph. Depois, gargalhou e disse:
                -Você errou.
                A faca acertara um dos pinos do alarme de incêndio, quebrando-o. Dali, um pequeno jato de água acertou o homem armado, distraindo-o por milésimos de segundo. Foi tempo suficiente para Joseph pegar uma mini metralhadora de um dos corpos caídos e crivar várias balas no homem.
                Quando o segurança caiu, Joseph levantou, caminhou em sua direção, pisou sobre o corpo inerte e disse:
                -Eu nunca erro.
                Ele abaixou-se, pegou sua faca e com ela cortou um pedaço da camisa do homem morto. Olhou seu braço ensanguentado e viu que a bala transpassara o braço, mas não ficara alojada. Enrolou o pedaço de pano para parar o sangramento e resmungou:
                -Vou ficar com mais uma cicatriz.
                De posse de uma das armas dos homens que matou, Joseph seguiu para ver o que Sara encontrara na sala ao final do corredor.

                Sara passou por Joseph e o homem que estavam brigando e correu até a porta no final do corredor. Forçou a maçaneta e ela abriu.
                "Afinal, quem seria tolo suficiente de chegar até aqui? Por isso a porta está aberta", pensou.
                Ao entrar, viu uma imensa sala com pouca iluminação. Nela, diversos tubos de vidro iluminados com uma luz neon azul estavam espalhados. Cada tubo continua um líquido borbulhante e dentro, para horror de Sara, um órgão do corpo humano. Alguns tinham olhos, outros pulmões, outros corações, até mesmo alguns cérebros. Todos estavam conservados e pareciam recém-retirados de pessoas. Sara não sabia se por ser uma cena assustadora ou não, mas teve a impressão de ver um dos corações ainda bater.
                Assustada e um pouco zonza, ela viu um tubo maior, no centro, coberto com um pano. Aos poucos ela aproximou-se e puxou o pano.
                O que viu quase a fez perder os sentidos.
                Dentro do tubo, estava o corpo de sua mãe, mergulhado no mesmo líquido, ligado a uma série de fios. Havia um monitor que indicava as condições do corpo, mas não conseguira nem ver, pois estava em choque.
                -O que está fazendo aqui? Quem é você?
                Uma voz masculina ecoou pelo salão. Sara olhou na direção da voz e, ainda mais em choque, pronunciou:
                -Pa...pai?
Próximo Capítulo
Sara encontra seu pai vivo e o corpo de sua mãe dentro de um tubo. Antigos segredos da noite sangrenta começam a revelar-se.  O dia final aproxima-se.


Em Breve: Capítulo 9 -  Wajah depan kematian - Frente à face da morte

Nenhum comentário:

Postar um comentário